BIJOIAS 109ª revela tendências de acessórios para a Primavera-Verão 2026/2027
A 109ª edição da BIJOIAS, realizada em São Paulo, antecipou algumas das principais tendências que devem movimentar o mercado de acessórios e semijoias na Primavera-Verão 2026/2027.
Entre coleções com propostas distintas, um movimento se destacou: o acessório quer aparecer. Para a próxima temporada, cores vibrantes, volumes marcantes e materiais diversos ampliam o espaço das peças nas produções.
O dourado continua em evidência, mas divide espaço com cores intensas, formas orgânicas e acabamentos que valorizam o brilho. Com isso, as coleções ganham mais liberdade para diferentes combinações.
Essa variedade também aproxima referências de diferentes épocas e estilos. Elementos vintage, inspirações naturais e propostas maximalistas convivem com interpretações contemporâneas, criando uma temporada sem uma única direção.

Cores vibrantes e referências naturais ganham espaço
A força das cores aparece entre os principais movimentos apresentados pelos Expositores. Tons intensos trazem energia às composições e reforçam o caráter descontraído da estação.
A inspiração também vem da natureza, com referências tropicais e elementos orgânicos presentes em diferentes coleções. Juntos, esses elementos ajudam a construir uma estética leve, sensorial e adequada aos meses mais quentes.
Para Vera Masi, fundadora da BIJOIAS, esse cenário reflete uma moda mais aberta à experimentação.
O que vemos é uma moda cada vez mais democrática, que permite ousadias. A Primavera e o Verão estão muito coloridos, com peças de resina divertidas
Ainda segundo Vera, a mistura de banhos também ganha espaço e amplia as possibilidades de composição. Ao mesmo tempo, elementos clássicos, como as pérolas, recebem novas interpretações.
Assim, a temporada combina referências conhecidas com propostas mais ousadas. O resultado acompanha um consumidor que encontra nos acessórios novas formas de expressar personalidade.
Vintage retorna com novas proporções
Entre as referências que retornam está a estética vintage, que recupera códigos conhecidos da joalheria e da moda. As coleções, porém, não reproduzem simplesmente elementos do passado. Em vez disso, atualizam essas referências por meio de novas proporções, combinações e acabamentos.
Essa abordagem cria um equilíbrio entre nostalgia e contemporaneidade. Dessa forma, peças inspiradas em outras décadas encontram espaço em produções atuais, sem perder sua identidade. O movimento também reforça a diversidade que marcou a 109ª BIJOIAS. Diferentes estilos convivem na mesma temporada e permitem que o consumidor escolha como incorporar cada tendência.
Maximalismo coloca o acessório no centro da produção
Essa liberdade aparece com ainda mais força no maximalismo, que continua ganhando espaço entre as propostas apresentadas na feira. Volumes maiores, sobreposições e combinações entre diferentes elementos deixam os acessórios mais expressivos. Com isso, as peças deixam de apenas complementar o visual e passam a conduzir a composição.

O movimento acompanha uma mudança importante no comportamento de consumo. Em vez de ocupar um papel secundário, o acessório ganha força e assume cada vez mais protagonismo.
Entre os materiais que ajudam a reforçar essa transformação está o moissanite, presente nas coleções de diferentes expositores. O material chamou atenção pelo brilho intenso e pela versatilidade. Durante a feira, apareceu tanto em propostas clássicas quanto em criações com estética contemporânea.
A presença recorrente do moissanite sinaliza o avanço do material no setor e acompanha a procura por peças que combinem impacto visual, acabamento e percepção de valor.
Por isso, sua presença na 109ª BIJOIAS vai além de uma participação pontual. O material começa a se apresentar como uma aposta relevante para marcas e compradores. Esse movimento também conversa com a própria evolução do mercado. À medida que os consumidores ampliam suas escolhas, os acessórios ganham novas funções dentro da composição e da identidade pessoal.
Um mercado cada vez mais expressivo
Para Vera Masi, essa transformação demonstra a evolução do próprio setor.
Quem faz a diferença é o acessório, que ganhou uma força e um status muito grandes
Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado de joias no Brasil movimentou US$ 15,29 bilhões em 2025. A projeção indica que o segmento deve alcançar US$ 16,38 bilhões em 2026 e chegar a US$ 23,12 bilhões até 2031.
O estudo estima ainda um crescimento médio anual de 7,12% durante esse período. Dentro desse mercado, as bijuterias aparecem entre as categorias com maior expansão. A projeção aponta crescimento de 7,52% ao ano até 2031 para a categoria. Além disso, as mulheres responderam por 68,75% das vendas em 2025.
O varejo online também apresenta perspectivas de crescimento. Segundo o estudo, o canal deverá avançar 7,76% ao ano, impulsionado pela digitalização do consumo. Esses dados mostram um setor em expansão, que amplia seu repertório enquanto conquista novos consumidores e canais de venda. A diversidade da 109ª BIJOIAS reflete justamente esse movimento.
A Primavera-Verão 2026/2027, portanto, não aponta para uma única tendência. A temporada abre espaço para cores vibrantes, brilho, referências naturais, estética vintage e maximalismo.
A BIJOIAS acompanha essas transformações de perto e reúne, assim, em uma mesma edição, diferentes interpretações sobre os caminhos do mercado. Além disso, mais expressivo e aberto a diferentes estilos, o acessório chega à próxima temporada menos como complemento e cada vez mais como protagonista.
110ª BIJOIAS – Edição Aura Tropical

10 e 11 de novembro de 2026
Dia 10: 9h às 19h
Dia 11: 9h às 18h
Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo/SP
Graduanda em Sociologia pela UFF e em Publicidade pela UNOPAR. Jornalista (0045726/RJ), atuo, também, como gerente de comunidade na Agência Alma.


